- Caixa - Principais características de controle e implicações. Cuidados especiais.
 
 
Apesar de comumente entendido como "o valor que existe em espécie" na empresa, ou seja, no cofre ou em poder de um determinado funcionário para pagamento de pequenas despesas diárias, o caixa, para efeito contábil e fiscal, tem entendimento mais abrangente e considera todo e qualquer valor classificado no Ativo Circulante - disponível.
 
Neste grupo de contas temos, entre outras: o caixa (dinheiro), as contas bancárias, as aplicações financeiras de curto prazo, os cheques em trânsito, etc. Além dos valores classificados como Circulante (curto prazo) ainda é possível que a empresa (ou pessoa física) possua algum tipo de aplicação com vencimento a longo prazo.
 

Considerando que "caixa" representa toda a disponibilidade da empresa, alguns cuidados básicos devem ser observados no sentido de preservar referido disponível, tanto no que diz respeito a movimentação quanto no que se refere a comprovação das operações. Estes cuidados básicos são:

 
a) Organização cronológica (entradas e saídas) - Indicar adequadamente as entradas e saídas nos registros de caixa. No caso das contas bancárias, lembrar que o extrato não representa o fato contábil e sim a posição do correntista junto a instituição financeira. É muito importante que as saídas de caixa sejam precedidas da existência de saldos.
 

b) Para todo ingresso e saída de caixa deve existir um comprovante que indique, de forma clara e objetiva, qual a natureza do pagamento ou recebimento, caso contrário, a fiscalização poderá glosar a dedução da despesa ou tributar a operação por falta de suporte (nota fiscal, recibo, contrato).

 
c) É comum a empresa designar um funcionário que será responsável pelo caixa e para movimentar as contas bancárias. Neste aspecto, a sugestão é que seja elaborado termo de responsabilidade, garantindo a recuperação de eventuais desvios, bem como a dedução/recuperação fiscal de tais perdas.
 
A principal implicação relacionada com o caixa é a possibilidade de autuação por conta da inexistência de elementos adequados para dar suporte à transação. O depósito em conta corrente, por exemplo, não é um documento contábil isolado, devendo indicar a que se refere (venda, empréstimo, etc). Caso isto não seja possível, o fisco pode impor a tributação do total depositado cuja origem não seja identificada. O contrário também ocorre: é feito um cheque e não existe comprovante que permita a sua dedução da base do imposto - este valor será tributado.
 
Para o profissional da área contábil, é extremamente simples detectar distorções decorrentes de falha de classificação ou impossibilidade de comprovação de origem, assim como também é bastante simples para os órgãos de fiscalização.
 
O texto acima simplifica os procedimentos de controle e deve ser utilizado exclusivamente como referência básica. Somente a contratação de um profissional da área pode garantir o cumprimento de todas as exigências legais.
 
  Outras dicas:
 
 
  Clientes - Como controlar e dar suporte as exigências legais.
  Cnpj - Como saber se está tudo em ordem? De que modo posso consultar o Cnpj de minha empresa?
  Empréstimos dos sócios - exigência de comprovação.
  Documentos Fiscais - Cuidados especiais - conferência de notas recebidas e emitidas - carta de correção (possibilidade).
  Guias Pagas - mantenha arquivo de todas as guias pagas.
  Lucros ou Pro Labore? - Qual o meio de pagamento mais adequado?
  PDD - Quem pode (e deve) fazer? Implicações gerais: controles necessários e exigidos.
  Passivo - Comprovação dos saldos.
 
 
 
 
  - Abertura de Empresa  
 
  - Manuais de Orientações:  
  - . Emissão de NF  
     
     
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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